Por dentro da carreira em Rádio e TV

O que faz o profissional de Rádio e TV?

O profissional de Rádio e TV trabalha no planejamento, criação, produção, direção, edição e veiculação de programas dos mais diversos gêneros destinados à televisão ou ao rádio. O crescimento da mídia digital também tem aberto o campo da internet (principalmente podcasts e vídeos) a esse profissional. Assim, ele pode, por exemplo, escrever roteiros, editar cenas, coordenar equipes de gravação, organizar a grade de programação, determinar cenários, sons e iluminação de programas jornalísticos, educativos, culturais, de entretenimento, etc. Além de ficar “atrás das cortinas”, esse profissional também pode trabalhar como apresentador, locutor ou comentarista, mas não pode atuar em cargos que exigem formação em teatro, como ator ou dublador. É comum encontrá-lo em emissoras de rádio e TV, agências de publicidade, agências de comunicação e produtoras.

Para exercer a profissão, o estudante deve se graduar em um curso superior reconhecido pelo MEC e obter o registro de radialista (DRT) na Delegacia Regional do Trabalho.

Perfil do profissional de Rádio e TV

Organização, capacidade de análise mercadológica, preocupação com processos produtivos, adaptabilidade e flexibilidade são características essenciais do profissional de Rádio e TV, que no seu dia-a-dia cuida tanto de tarefas comunicacionais quanto de operações práticas para a elaboração de um programa. Ele deve compreender a sociedade e a cultura para a qual produz, atingindo o público-alvo e criando conteúdo de sucesso. Além de tudo isso, o radialista deve ser uma pessoa com vasto conhecimento geral e gosto por se manter atualizado sobre o cenário e as mudanças sociais.

A faculdade de Rádio e TV

O curso de Rádio e TV é oferecido nas modalidades bacharelado, com duração média de 4 anos, e tecnólogo, com duração média de 2 anos.

O bacharelado visa uma formação generalista, que habilite o profissional a atuar em qualquer etapa da produção de programas de rádio e TV. O currículo conta com uma boa base de disciplinas humanas e sociais, como sociologia, antropologia, filosofia, economia, história, história da arte, teoria da comunicação, ciências políticas, língua portuguesa e cultura brasileira, bem como as disciplinas específicas de Rádio e TV, como roteirização, mídia eletrônica, produção em rádio e TV, programação em rádio e TV, edição para rádio e TV, cenografia, fotografia, iluminação e direção.

Já o tecnólogo, mais curto, tem um enfoque específico dentro da área de Rádio e TV, por exemplo: produção, sonoplastia, iluminação, cenografia, etc. Não há tantas disciplinas teóricas e a formação é mais voltada para a prática profissional, com o objetivo de atender rapidamente demandas imediatas e específicas do mercado de trabalho.

Bacharelado ou tecnólogo?

Devido à formação mais ampla e aprofundada do bacharelado, esse profissional sai da faculdade com um campo de trabalho maior que o tecnólogo, e geralmente pode alcançar cargos de gerência e direção com mais facilidade. No entanto, se a pessoa tem clareza do que quer e precisa ingressar rapidamente no mercado de trabalho, o tecnólogo pode ser uma opção vantajosa, que não impede que o profissional faça uma graduação ou especialização posteriormente, aumentando as suas qualificações profissionais e competitividade no mercado. Portanto, na decisão entre um curso de bacharelado ou tecnólogo, estude as grades curriculares das faculdades que você tem interesse, reflita sobre as suas intenções profissionais e examine as suas possibilidades concretas (de tempo, dinheiro, rotina de estudo e/ou estágio) para escolher a opção que mais se adequa ao seu projeto de vida.

Profissão Rádio e Tv

Números de mercado de trabalho

Como em quase todas as profissões, as remunerações variam de acordo com o tempo de experiência e o nível de formação do profissional, bem como a localização e o tamanho da empresa (de forma geral, grandes centros urbanos concentram remunerações...

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