Profissão Jornalismo - Números do mercado de trabalho

Não é preciso ser especialista para notar como o jornalismo mudou com as novas tecnologias e a internet. Os demais veículos de comunicação tiveram que sofrer adaptações para manterem-se nessa nova lei de mercado e garantir que o público continuasse consumindo suas notícias. A expansão da internet proporcionou a qualquer um a chance de expor suas ideias e histórias, sem a necessidade de uma empresa de mídia ou de um diploma de jornalista.

Muita coisa ainda está em processo de atualização e, por isso, ainda há muitos caminhos para quem deseja seguir a área, mas o diploma não é mais nenhuma garantia de sucesso. Portanto, quem deseja fazer a faculdade de jornalismo deve saber que o importante é o desenvolvimento de suas habilidades e rede de contatos.

Salários

Ao escolher o jornalismo como profissão, é importante se atentar ao fato de como é calculado o salário. Em cada estado brasileiro é diferente, depende de quantas horas diárias se trabalha e em que tipo de veículo de comunicação (TV, rádio ou veículos impressos) se atua.

De acordo com dados da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), no interior de São Paulo, por exemplo, um profissional com carga horária de 5 horas/diárias atuando em um jornal, ganha R$ 2.055. Quem estiver trabalhando na capital para o mesmo tipo de veículo e a mesma quantidade de horas, ganha um pouco mais, o que seria aproximadamente R$ 2.500.

No estado do Rio de Janeiro, a realidade é outra. Um redator trabalhando 7 horas diárias recebe em média R$ 2.065 e o repórter com a mesma carga horária ganharia em torno de R$ 1.700; bem diferente do que trabalhar em Minas Gerais, onde redes de televisão pagam em torno de R$ 1.840, enquanto que no Ceará um assessor de imprensa tem o piso salarial de cerca de R$ 3 mil.

Como as demais profissões, os salários variam entre nível iniciante/júnior, médio e experiente/sênior. De forma geral, um jornalista experiente ganha aproximadamente R$4 mil. O repórter iniciante cerca de R$ 1.500, porém se tiver mais anos de atuação pode passar a ganhar acima de R$ 3.200.

Os melhores salários ficam entre os assessores de imprensa, o que leva muitos jornalistas a optarem por esse ramo. Em média o salário inicial pode chegar a R$ 2.400, e para o profissional sênior, R$ 4.300. Quem chega na posição de chefe, coordenador ou gerente de comunicação consegue atingir em média de R$7 mil a R$ 9 mil.

Lembre-se que ao conquistar o bacharelado, é importante requerer o registro profissional em qualquer Delegacia Regional de Trabalho.

O mercado de trabalho

O começo da carreira costuma ser um pouco difícil, mas não se deve desanimar. O ideal é procurar fazer estágios durante o curso, para adquirir experiência e familiaridade com o dia-a-dia do profissional e para experimentar diferentes áreas de atuação e decidir em qual seguir. Quanto mais cedo iniciar, melhores são as chances de conquistar um emprego na empresa dos sonhos.

Os jornalistas queixam-se da baixa demanda por profissionais comparado ao alto número de formados na área. O ponto chave da profissão é a necessidade de uma rede de contatos. Em geral, em tempos de crise econômica a busca por empregos pode ser um pouco mais difícil. Um ponto positivo é que oportunidades para se trabalhar com jornalismo online têm crescido. Um profissional com múltiplas habilidades (edição, texto e foto), por exemplo, tem chances maiores de conquistar uma vaga do que aquele que apenas trabalha com texto, mas não lida com vídeo. Pesquisas apontam que em dez anos, o número de jornalistas empregados aumentou em 30%, principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Quem busca vagas em assessoria de imprensa não terá tanta dificuldade em encontrar vagas. Na região Sul do país, por exemplo, a comunicação empresarial em 2013 cresceu em 20%. Ainda de acordo com o IBGE e a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), o setor é responsável pela movimentação de 120 bilhões de reais no Brasil.

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