FIES – Financiamento Estudantil

A carreira do estudante começa a ser formada assim que ele entra na faculdade. Depois de muito esforço para ser aprovado no vestibular, chega a hora de se dedicar aos estudos superiores. Ao mesmo tempo, vem a preocupação financeira. Nem sempre o dinheiro cobre todos os gastos e para que o aluno consiga estudar com tranquilidade foram criados diversos programas de financiamento. Um dos mais importantes é o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), criado pelo Ministério da Educação (MEC).

Alguns estudantes optam por financiamento em instituições privadas e muitos identificam-se com o Fies. A escolha pelo programa do MEC pode ser feita sem medo, pois este, mesmo com algumas regras restritivas, tem ajudado muitos a conquistarem seus sonhos. O objetivo do Fies é oferecer financiamentos a baixas taxas de juros, subsidiadas pelo governo.

Quanto você paga

Para os novos contratos a partir do segundo semestre de 2015, o prazo de pagamento do Fies será de até três vezes a duração do curso. Esse prazo só começa a ser contado após 18 meses de carência entre o fim do curso e o início do pagamento das mensalidades. Antes disso, o estudante paga apenas os juros do financiamento, limitado a R$ 50 por trimestre.

Para ajudar o aluno a economizar um pouco mais, as instituições de ensinos participantes vão oferecer um desconto de 5% sobre a mensalidade para os estudantes com contrato do Fies. No modelo antigo, o estudante pagava a mensalidade mais barata da escola.

Ou seja, caso você inicie um curso no início de 2016 com duração de 4 anos e mensalidade de R$300, pagará cerca de R$ 50 por trimestre até um ano após o fim do curso (meio de 2021, considerando que o curso deve terminar ao fim de 2019).Após esse período, pagará parcelas de cerca de R$157 por mês durante 12 anos, até o meio de 2033. Ao final, ao invés de gastar R$14,4 mil durante quatro anos, você gastará pouco menos de R$24 mil durante 16 anos e meio.

A diferença de custo é pequena se compararmos diferença de duração dos dois pagamentos e levarmos em conta que, com a inflação brasileira, o real daqui a 16 anos valerá muito menos do que vale hoje. Portanto o Fies é um bom negócio.

Quem pode solicitar o Fies?

O programa de financiamento é destinado apenas para os alunos matriculados nos cursos superiores e presenciais – não gratuitos. Cursos de ensino a distância (EAD) não etão inclusos, assim como estudantes de escolas superiores estaduais ou federais.

É importante que o aluno tenha em mente que a inscrição é rejeitada se ele tiver a matrícula acadêmica trancada no momento do preenchimento do cadastro. Aqueles com inadimplência no Programa de Crédito Educativo (PCE/CREDUC) também tem a inscrição rejeitada. E, por último, vale ressaltar que quem já foi beneficiado pelo Fies não poderá pedir o auxílio novamente.

A inscrição

Para realizar a inscrição não há segredos, o processo é autoexplicativo. Antes de tudo, o aluno deve ter em mãos todos os seus documentos e prestar atenção em todos os campos de preenchimento. Na internet deverá entrar no site do Sistema Informatizado do Fies (Sisfies): sisfies.mec.gov.br.

Serão solicitados vários dados, como nome completo, número de Cadastro de Pessoa Física (CPF), data de nascimento e endereço eletrônico válido, que sempre será utilizado para acessar o sistema. Em seguida, deverá acessar o e-mail para confirmação do mesmo. Apenas depois dessa etapa é que será possível preencher os demais dados pessoais, do curso e da instituição superior. Cuidado para não perder a data de inscrição.

Novas regras do Fies 2015

No segundo semestre de 2015 o MEC publicou no Diário Oficial da União uma portaria que oficializa novas regras para o Fies. Uma das mudanças é em relação às taxas de juros. Passam de 3,4% ao ano para 6,5%. É muito importante que o aluno sempre se informe sobre as taxas no site do Ministério, assim como certificar-se se há novas regras de participação, pois ambos podem ser alterados a cada edição, impactando a parcela que o aluno terá que pagar no futuro.

Ainda de acordo com esta nova medida, o Fies vai dar prioridade para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste com exceção do Distrito Federal e para cursos nas áreas da saúde, engenharia e de formação de professores. Além disso, os estudantes serão classificados na ordem decrescente de acordo com as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Ao mesmo tempo em que se deve estar atento as novas regras, o estudante deve ficar de olho nas datas de inscrição e no cronograma. O próximo passo é consultar a sua própria renda, que deve ser de até 2.5 salários-mínimos (per capita). Na versão anterior, podiam se inscrever aqueles com renda familiar de até 20 salários-mínimos, valor muito alto segundo o novo ponto de vista do MEC.

A prioridade também será para os cursos de engenharia, formação de professores (licenciaturas, pedagogia ou normal superior) e saúde. Antigamente não havia este critério de cursos, mas, agora haverá para estimular a procura por cursos considerados importantes para o desenvolvimento do país.

Antes, para se inscrever no Fies, o aluno precisava apenas ter prestado o Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM), independente de sua nota. Agora, precisará estudar mais e ter atingido a média de 450 pontos na prova e não zerar na redação. Novamente, o Ministério acredita que é importante aumentar o nível educacional/intelectual desses futuros profissionais.

Vale ressaltar que o MEC também estabeleceu novas regras na oferta de vagas. A prioridade ficará para os cursos bem avaliados pelo Ministério. Se o curso tiver conceito 5 poderá oferecer financiamento para todas as vagas. Se o conceito cair para 4, a oferta cai para 75%. Cursos com conceitos 3 podem ofertar 50% das vagas, assim como os cursos mais recentes na condição de “autorização”. Caso o curso tiver nota abaixo de três, não poderá receber alunos pelo Fies.

Todas as regras têm como objetivo alcançar mais estudantes que necessitem do financiamento em regiões prioritárias e fortalecendo o estudo universitário, qualidade dos cursos e do próprio aluno.