Profissão Publicidade - Números do mercado de trabalho

Se a propaganda é a alma do negócio, quem estuda Publicidade tem uma boa vantagem quando o assunto é empregabilidade: a demanda por publicitários é intensa e constante no sistema capitalista, em que indústria, comércio e lucro possuem imensa relevância. Contudo, a oferta permanente de vagas e o glamour em torno da profissão geram um cenário ambíguo decorrente de um interesse inflamado - Washington Olivetto, da renomada W/Brasil, chegou a dizer em entrevista ao G1 que a publicidade entrou na moda exageradamente. Se por um lado a intensa competitividade eleva a qualidade da publicidade realizada no País, por outro, ela resulta em uma saturação de mercado de trabalho que pode preocupar quem está pensando em fazer vestibular na área.

O mercado de trabalho

O mundo financeiro continua positivo para a Publicidade no Brasil. Em 2014, o setor conseguiu apresentar crescimento mesmo diante da crise econômica. E quando se fala em criatividade, o profissional brasileiro está mais valorizado do que nunca. No festival de Publicidade de Cannes 2015, o País recebeu 108 leões e um Grand Prix (inédito até então). Mas os números não são tão prósperos quando o que está em questão é o mercado de trabalho.

Apesar da boa oferta de vagas (a indústria emprega mais de 30 mil pessoas), são em torno de 37 mil novos formandos em Publicidade e Propaganda por ano no Brasil. Além disso, para exercer a profissão não é necessário diploma na área. Muitos dos empregados nos escritórios de publicidade e empresas têm, por exemplo, formação em Jornalismo, Marketing, Arquitetura e Administração. Por conta desse cenário, apenas 15 mil dos novos profissionais de publicidade no mercado anualmente irão trabalhar diretamente com o setor, de acordo com Roberto Dualib, da DPZ, em entrevista ao programa Giro Business da Band News.

Isso não significa, contudo, que os outros formandos estejam desempregados. Segundo Dualib, 92% dos profissionais com diploma em Publicidade e Propaganda já saem da faculdade trabalhando. Muitos desses publicitários atuam em áreas correlatas, em espaços como produtoras, veículos de comunicação e na indústria cinematográfica. Mas os formandos em Publicidade e Propaganda também encontram abrigo no comércio, como empreendedores; em órgãos públicos; e, principalmente, nas redes sociais, como analistas.

O mundo online, aliás, é um dos grandes aliados dos publicitários. Com crescimento progressivo, a publicidade na internet também oferece um grande potencial de desenvolvimento de uma carreira na área para os formados em Publicidade e Propaganda. Detentor de nuances singulares, onde convergência e mobile são palavras-chave, esse novo nicho de publicidade exige um grande nível de especialização.

Salários

Um dos fatores que resultaram na popularização da profissão do publicitário foi a ideia de que esses profissionais ganham bem realizando um trabalho fácil. A realidade, porém, não é bem assim. Não apenas o ofício dos publicitários é desgastante, exigindo um trabalho intelectual intenso, como também os turnos trabalhados podem ser acrescidos de muitas horas extras e várias idas e voltas de projetos para atender às demandas dos clientes. E o mito não termina por aí.

Não existe um salário mínimo para os publicitários com valor em todo o Brasil, mas o piso do Sindicato dos Publicitários de Brasília permite uma noção de que o glamour ficou na década de 1960: são R$ 732,34 para atividades administrativas e R$ 1.239,95 para funções técnicas. Obviamente, alguns cargos oferecem uma remuneração um pouco mais condizente ao imaginário popular. De acordo com a Associação Brasileira dos Agentes Digitais (Abradi), um diretor de criação ganha, em média, R$ 9.640,00 no setor online. A média nacional em todos os setores da Publicidade é, porém, de acordo com a Catho, R$ 1.600,94.

Salários de acordo com a Abradi

Analista de mídias sociais:

  • Júnior: R$ 1.412,00
  • Pleno: R$ 2.046,00
  • Sênior: R$ 2.924,00

Redator Publicitário:

  • Júnior: R$ 1.672,00
  • Pleno: R$ 2.572,00
  • Sênior: R$ 4.138,00

Atendimento:

  • Júnior: R$ 1.763,00
  • Pleno: R$ 2.323,00
  • Sênior: R$ 4.225,00

Diretor de Atendimento: R$ 9.276,00

Diretor de Criação: R$ 9.640,00

Diretor de Mídia: R$ 13.333,00

Diretor de Operações: R$ 10.366,00

Diretor de Planejamento: R$ 9.182,00

Médias nacionais de salários de acordo com a Catho

  • Estágio em Atendimento Publicitário: R$ 808,39
  • Estágio em Redes Sociais: R$ 817,26
  • Estágio em Publicidade: R$ 814,10
  • Assistente de Criação: R$ 1.289,28
  • Assistente de Atendimento Publicitário: R$ 1.910,59
  • Analista de Publicidade e Propaganda: R$ 1.926,84
  • Atendimento Publicitário: R$ 1.293,68
  • Redator Publicitário: R$ 2.100,64
  • Coordenador de Mídia: R$ 3.632,17
  • Coordenador de Mídias Sociais: R$ 3.182,79
  • Gerente de Marketing Digital: R$ 5.494,75
  • Gerente de Comunicação: R$ 6.231,61
  • Diretor de Criação: R$ 2.271,16

Por dentro da carreira em Publicidade e Propaganda

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